Tendências AdTech 2022


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Tendências AdTech 2022

As tendências da adtech de amanhã serão sem dúvida diferentes das de hoje, e os anunciantes que quiserem ficar à frente da curva precisarão acompanhar as inovações. Neste artigo, descreveremos as principais tendências da adtech para 2022, para que você possa começar a se preparar para elas hoje.

O que manter de 2021

Após a crise sanitária de 2020, os dados tomaram seu lugar no coração da publicidade e os players perceberam a importância de capitalizar sobre ela. Durante este período, os players nunca tiveram acesso a tantos dados graças à mudança de comportamento ainda mais exponencial em direção ao mundo virtual. Mudamos a maneira como vivemos e, portanto, a maneira como consumimos bens e serviços, a mídia e a publicidade. 

Mesmo que as informações tenham sido anunciadas já em 2020, a eliminação dos cookies de terceiros, adiada para 2023, transformará o conceito de programático com base na exploração dos dados coletados. Este anúncio deu o impulso em 2021 para que muitas empresas buscassem alternativas a esta decisão perturbadora. No verão de 2021, aproximadamente 328 milhões de euros foram investidos no setor adtech e martech, de acordo com o Journal du Net. Estes investimentos mostram uma intensa recuperação econômica nestes setores da publicidade digital. 

O contexto econômico do setor continua altamente concentrado em torno do “GFA” (Google – Facebook – Amazon), que ainda representa mais de 70% do mercado de publicidade digital, ou seja, quase 3.834 bilhões de euros, de acordo com o Observatoire de l’e-pub. Entretanto, eles não estão imunes a serem desafiados no novo ano pelos órgãos legislativos que regem o setor de publicidade e a política de proteção de dados.

O ano de 2022 traz novas oportunidades ao mercado com muitas tecnologias inovadoras para superar a eliminação de cookies e promover o uso de dados de uma forma mais transparente e amigável.

O que esperar de 2022 ?

De volta ao first-party 

O anúncio do Google para acabar com os cookies de terceiros é importante, mas não limita os cookies internos, primários, conhecidos como cookies first-party. Estes últimos continuam sendo necessários para otimizar o uso dos dados coletados pelos anunciantes e para melhor capitalização destes dados por parte dos editores. De fato, ao contrário dos cookies de terceiros, que em breve não serão mais usados, os cookies first-party representam dados armazenados e analisados diretamente no site visitado para garantir uma experiência de usuário otimizada. Esta mudança implica uma devolução da propriedade destes dados aos proprietários do site. De fato, ao devolver aos editores os dados coletados diretamente dos usuários, já em sua posse e adquiridos em conformidade com a LGPD, isto limitará a violação dos direitos e consentimentos dos usuários.

Direcionamento contextual 

O direcionamento contextual é fazer um retorno e define o direcionamento por palavras-chave, imagens, textos, vídeos, a fim de entregar a publicidade mais relacionada ao conteúdo do site e atingir os alvos mais potenciais. Isto é chamado de direcionamento contextual porque está relacionado com o contexto da visita do usuário. 

Assim, o retorno à publicidade contextual é cada vez mais visto como uma solução confiável para a supressão de cookies de terceiros. Esta solução pode ser comparada a um exemplo de contextualização eficaz encontrada na televisão através de painéis de faixas horárias de publicidade. Isto significa que os anunciantes têm conhecimento das audiências presentes durante as diferentes faixas de difusão graças à análise dos dados retirados de um painel. Isto lhes permite estimar com grande eficiência os tempos de transmissão que reúnem o maior número de seus alvos. 

Foram realizadas fases de teste até mesmo para personalizar estes displays publicitários para atender aos clientes, em particular de acordo com seus hábitos e ações no mundo físico e virtual. 

Blockchain contra a fraude publicitátia 

Nos últimos anos, o digital tornou-se o primeiro setor para investimentos publicitários. Entretanto, este crescimento tem sido acompanhado por um aumento das fraudes publicitárias. Com isso, portanto, uma grande preocupação para as empresas. 

Alguns números: 

  • O custo da fraude publicitária está entre US$ 7 bilhões e US$ 17 bilhões por ano em todo o mundo, e este valor continua a aumentar.
  • Até 2025, a fraude publicitária chegará a 50 bilhões de dólares.
  • 10 a 30% dos gastos com publicidade estão sujeitos a fraude publicitária.
  • 40% dos anúncios na Internet nunca são vistos pelos usuários.

De acordo com o governo francês, “Blockchain é uma tecnologia para armazenar e transmitir informações, tomando a forma de um banco de dados que tem a particularidade de ser compartilhado simultaneamente com todos os seus usuários e que não depende de nenhum órgão central e tem a vantagem de ser rápido e seguro“.   

Em contrapartida, a fraude publicitária refere-se ao ato de hospedar anúncios em uma plataforma de publicação e aumentar o número de cliques ou impressões a fim de obter receita. É um esquema de monetização para desenvolvedores de aplicativos ou proprietários de websites. No centro deste problema de fraude está a falta de transparência.

Quer seja fraude por clique (fazendo-se passar por consumidores reais clicando nos anúncios), ou anúncios falsos em sites falsos, todos esses fraudadores de anúncios têm uma coisa em comum. Eles ganham dinheiro usando dados obscuros. É aqui que entra o blockchain! Sua transparência e visibilidade podem distinguir os cliques reais dos fraudulentos. 

Aqui estão 4 princípios da cadeia de bloqueio (blockchain) que lhe mostrarão como ela pode combater a fraude:

  • Igualdade: Todos os usuários têm igual acesso aos dados.
  • Descentralização: Em vez de uma loja de dados “principal”, o blockchain consiste em vários pontos (nós) em uma rede, cada um com acesso direto ao outro.
  • Transparência: Cada transação é visível para todos os participantes.
  • Imutável (definitiva): Uma vez que uma transação tenha sido registrada e confirmada, ela não pode ser alterada, o que garante a confiança entre todas as partes.

Estes princípios tornam o blockchain um modelo interessante para lidar com os desafios da fraude publicitária.

Através do blockchain, identificadores exclusivos são atribuídos aos anunciantes e editores. Isto evitará que redes de anúncios não verificados ou sites falsos poluam os dados de tráfego. 

Como resultado, os anunciantes podem rastrear suas informações de forma transparente. Quer sejam os anúncios exibidos, quanto tempo eles duram, os participantes envolvidos e cada passo da cadeia de fornecimento digital. 

Além disso, as plataformas baseadas em blockchain podem colocar na lista negra locais conhecidos por terem altos níveis de desvio e infiltração de bots. Isto permitirá aos anunciantes eliminar gastos desnecessários, redirecionando seu dinheiro para sites com melhor desempenho.

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